sábado, 27 de agosto de 2016

frase - LUGARES COMUNES, Argentina, 2002

LUGARES COMUNES, Argentina, 2002

“El año que viene casi todos ustedes serán profesores. De literatura no saben demasiado, pero lo suficiente para empezar a enseñar. No es eso lo que me preocupa.

Me preocupa que tengan siempre presente que enseñar quiere decir mostrar. Mostrar no es adoctrinar, es dar información. Pero dando también, enseñando también, el método para entender, analizar, razonar y cuestionar esa información.

Si alguno de ustedes es un deficiente mental y cree en verdades reveladas, en dogmas religiosos o doctrinas políticas, seria saludable que se dedicara a predicar en un templo o desde una tribuna.

Si por desgracia siguen en eso, traten de dejar las supersticiones en el pasillo antes de entrar al aula.

No obliguen a sus alumnos a estudiar de memoria. Eso no sirve. Lo que se impone por la fuerza es rechazado y en poco tiempo se olvida. Ningún chico será mejor persona por saber de memoria el año en que nació Cervantes.

Pónganse como meta como meta enseñarles a pensar. Que duden, que se hagan preguntas. No los valoren por sus respuestas, las respuestas no son la verdad. Buscan una verdad que siempre será relativa. Las mejores preguntas son las que se vienen repitiendo desde los filósofos griegos, muchas son ya lugares comunes, pero no pierden vigencia: Qué? Cómo? Dónde? Cuándo? Por qué?

Si en esto admitimos también eso de que la meta es el camino como respuesta, no nos sirve. Describe la tragedia de la vida, pero no la explica.

Hay una misión, o un mandato, que quiero que cumplan. Es una misión que nadie se les ha encomendado, pero que yo espero que ustedes, como maestros, se la impongan a si mismos: despierten en sus alumnos el dolor de la lucidez, sin limites, sin piedad.”

Discurso del profesor Fernando Robles para sus alumnos, en la película LUGARES COMUNES, Argentina, 2002: http://www.youtube.com/watch?v=oKBGfpHCbYc

Lugares comunes - Película completa: https://www.youtube.com/watch?v=1wKnUyipPSg

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Frase - CABALLOS SALVAJES, filme

"Se puede vivir una larga vida sin aprender nada. Se puede durar sobre la tierra, sin agregar ni cambiar una pincelada de paisaje. Se puede, simplemente, no estar muerto sin estar tampoco vivo. Basta con no amar, nunca, a nada, a nadie. Es la única receta infalible para no sufrir. Yo aposté mi vida a todo lo contrário. Y hacía muchos años que definitivamente había dejado de importarme si lo perdido era más que lo ganado. Creía que ya estavámos a mano el mundo y yo, ahora que ninguno de los dos respetava demasiado al otro. Pero un día descubrí que todavia podría hacer algo para estar completamente vivo antes de estar definitivamente muerto. Entonces, me puse en movimiento."
..............................................................................................
CABALLOS SALVAJES
Pelicula Argentina, Hector Alterio, Leonardo Sbaraglia
https://www.youtube.com/watch?v=vhM1GgOCWR4

Bastidores da Farsa

Melhor e Mais Justo: Bastidores da Farsa 1/2




Publicado em 26 de ago de 2016


​25 de agosto de 2016 começou o julgamento final do pedido de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff.

O que acontece nos bastidores? Quais são os acordos e negociatas pra que as acusações da oposição ganhem credibilidade e o jogo final?

Nós resistiremos sempre, contra qualquer retrocesso.

A democracia há de vencer.

Essa é a conversa no Melhor e Mais Justo.



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

seguem os emeios dxs senadorxs do Brasil!

Seguem abaixos os emeios dxs senadorxs do Brasil, para que quem quiser possa enviar mensagens a elxs! 

Endereços eletrônicos dxs senadorxs:


Papa Francisco e os "golpes de Estado brancos" na América Latina

07 Junho 2016


No dia 19 de maio passado, o Papa Francisco teve uma longa conversa com os membros da presidência do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano). Os interlocutores do pontífice eram seis eclesiásticos: o cardealRubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá, presidente;Dom Carlos Collazzi, bispo deMercedesUruguai, primeiro vice-presidente; Dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís do Maranhão (Brasil), segundo vice-presidente; cardeal José Luis Lacunza Maestrojuan, bispo de DavidPanamá, presidente do Conselho para os Assuntos EconômicosDom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de MoreliaMéxico, secretário geral; e o padre Leonidas Ortiz, diocese de GarzónColômbia, secretário-adjunto.
A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo, 05-06-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
No relato do encontro, publicado no site do Celam, escreve-se que o pontífice, refletindo sobre a situação atual da América Latina, falou de "golpe de Estado branco". Concretamente, a expressão do papa – "golpe branco" – deve ser incluída nesta passagem, do modo como o Celam relata:
"O Santo Padre mostrou sua preocupação com os problemas sociais que estão sendo vividos na América em geral. Preocupam-lhe as eleições nos Estados Unidos pela falta de uma atenção mais viva à situação social dos mais pobres e excluídos. Preocupam-lhe os conflitos sociais, econômicos e políticos da VenezuelaBrasil,Bolívia Argentina (…) De repente, pode-se estar passando por um "golpe de Estado branco" em alguns países. Preocupam-lhe as carências do povo haitiano e a falta de diálogo das autoridades dos países que compartilham a ilha, Haiti eRepública Dominicana, a fim de encontrar uma solução legal aos migrantes e aos deslocados. Preocupa-lhe a forma de entender o que é um Estado laico e o papel da liberdade religiosa por parte de algumas autoridades mexicanas. O papa se sente animado ao ver o avanço que está sendo dado nos processos de paz na Colômbia; também lhe anima a sua próxima viagem a esse país para fazer a visita pastoral a um povo que foi tão atingido pela violência e que precisa empreender caminhos de perdão e reconciliação. O papa se entusiasma quando começa a falar da Pátria Grande que é aAmérica Latina e dos esforços que não devem cessar para alcançar a integração dos nossos povos. Para isso, é necessário aproximar posições, restabelecer o diálogo social e buscar soluções compartilhadas aos desafios que o mundo de hoje apresenta."
O diagnóstico do Papa Francisco
A imprensa relatou com um certo interesse as reflexões atribuídas ao papa nesse importante encontro com as autoridades do órgão eclesial que, desde 1958, coordena as 22 Conferências Episcopais do México ao Chile. O mesmo aconteceu em ambientes políticos latino-americanos, incluindo governos e aparatos diplomáticos. O relato foi dissecado por analistas, observadores e especialistas. Para muitos, pareceu ser um paperimportante.
Em primeiro lugar, despertou curiosidade a lista dos países que o Santo Padre teria evocado e nos quais se vivem crises de natureza e relevância diferentes, embora preocupantes: VenezuelaBrasilBolíviaArgentinaHaitiRepública DominicanaMéxico e Colômbia.
Em segundo lugar, também chamou a atenção de analistas e observadores uma segunda lista, o das situações críticas que Francisco descreveu, primeiro genericamente, como "problemas ou conflitos sociais", e, posteriormente, quando abordou esse diagnóstico geral com essas frases específicas: "lições nos EUA, situação social de pobres e excluídos, carências, falta de diálogo, migrantes e deslocados, Estado laico e liberdade religiosa, processos de paz, diálogo social, aproximação de posições e soluções consensuais".
Tudo o que o papa listou não só é verdade, mas também, muitas vezes, se trata de questões que fazem manchetes todos os dias na América Latina e em outros lugares. Muitas vezes, fala-se disso também na imprensa internacional, aumentando a percepção, verdadeira, de um continente que lida com graves crises sociopolíticas e institucionais que não são registradas desde o período do retorno aos regimes democráticos.
Particularmente, entre as opiniões e impressões do papa, porém, provocou e ainda provoca discussão entre políticos e diplomáticos a expressão "golpe de Estado branco".
Na América Latina, dizer "golpe de Estado branco" tem conotações históricas, sociopolíticas e institucionais precisas. Significa a derrubada de fato de um governo, forçado, sem sangue nem convulsões sociais, a mudar de rota, de programa e de projeto, ou destituição de um governante através de manobras jurídicas, parlamentares e constitucionais de legitimidade democrática questionável.
Em ambos os casos, embora as modalidades sejam diferentes, o denominador comum é um só: inversão da vontade democrática do eleitorado.
O último "golpe" na América Latina há 14 anos
Desse modo, na América Latina, muitos se perguntaram, e ainda se perguntam, a que o Papa Francisco se referiu, ou queria se referir, especificamente. Obviamente, não temos uma resposta à pergunta, legítima e oportuna. Podemos apenas levantar hipóteses, e, entre estas, a mais plausível, nos faz acreditar que o Santo Padre tenha querido expressar, sobretudo, um temor, justamente, de que as crises atuais, em vez de encontrarem soluções democráticas, abertas e declaradas, preferivelmente consensuais, sejam contornadas com artifícios obscuros, pseudojurídicos, que, no fim, não resolvem nada, remetendo a novas crises, piores ainda, aquilo que não se quis enfrentar com honestidade e clareza no momento necessário.
É preciso lembrar que, na América Latina, a última tentativa de golpe em 2002 contraHugo Chávez, fracassou depois de poucas horas. Depois, no entanto, registraram-se duas derrubadas de governos que, agora, passam pelo nome de "golpe branco ou golpe suave", e que foram bem sucedidos: em Honduras, contra Manuel Zelaya (2009), e noParaguai, contra Fernando Lugo (2012).
Muitos definiriam a recente suspensão da presidente Dilma Rousseff no Brasil como um "golpe branco" e muitos temem uma situação semelhante na Venezuela, com o presidente Nicolás Maduro. As insistências e as pressões, por enquanto fracassadas, provenientes de várias partes, muitas vezes acompanhadas por declarações belicosas, a fim de que a Organização dos Estados Americanos (OEA) aplique na Venezuelaa chamada "Carta democrática", isto é, declare que, naquele país, desapareceu o Estado de direito, é interpretada como uma tentativa de "golpe branco".
O poder onívoro do dinheiro
As preocupações do Papa Francisco com a situação geral da América Latina, visível e notoriamente piorada desde o dia em que ele, em fevereiro de 2013, pegou um avião para participar do conclave que devia eleger um novo papa depois da renúncia de Bento XVI, são mais do que justificadas e fundamentadas.
São as mesmas preocupações dos governos da região e dos analistas mais atentos e bem informados. São também preocupações compartilhadas e expressadas publicamente pelas Conferências Episcopais latino-americanas.
O núcleo do diagnóstico está na constatação da grave e persistente deterioração da política, dos políticos e dos partidos, ao mais baixo nível de popularidade e consenso. A insatisfação com a luta política é generalizada, desde o Rio Grande até a Patagônia, e, embora possa parecer uma generalização inapropriada, a percepção é de que hoje as classes governantes latino-americanas são sinônimo de corrupção e de ineficiência.
A bela temporada do retorno às democracias, depois de anos muito duros de repressão militar, parece uma recordação atávica e, em vez daquelas grandes mobilizações pela liberdade e pelos direitos humanos, entrou em cena a resignação e a indiferença.
Então, de várias partes e de modo cada vez mais insistente, na América Latina, diz-se: sem política, sem dialética democrática autêntica, sem debate político e cultural, vencem os mais fortes, ou seja, o dinheiro, instrumento capaz de fagocitar qualquer coisa.
É o poder imenso desse dinheiro, transnacional, que finalmente toma as decisões e condiciona a vida dos povos e das suas instituições. O dinheiro e a corrupção substituem as eleições. As manobras obscuras dos palácios, dentro e fora da região, substituem os verdadeiros e legítimos atores nacionais. Os interesses das altas finanças e da geopolítica tomam o lugar das necessidades e das prioridades dos povos.
Veremos...
Se os temores do Papa Francisco, quando ele fala de "golpe de Estado branco" (sem sangue), são aqueles que aparentemente nós entendemos, há dois testes para medir o grau de veracidade histórica: as soluções das crises na Venezuela e no Brasil. É questão de pouco tempo. Veremos.

NOTA da Comissão Nacional de Justiça e Paz

PARA QUE NENHUM SENADOR/A DIGA QUE NÃO SABIA!

A História é juiz implacável! Posto essa nota da Comissão Nacional de Justiça e Paz, através da qual a CNBB se pronuncia em matérias de política e justiça, para que fique CLARÍSSIMO aos Srs. e Sras. Senadores/as o que pensa a CNBB sobre o "golpe" – (sua credibilidade, conforme o IBOPE, é de 71%, enquanto que para o Judiciário é 46%, o Congresso Nacional 22% e os Partidos Políticos 17%).

Pedrinho Guareschi
(graduado em Filosofia, Teologia e Letras, pós-graduado em Sociologia, mestre e doutor em Psicologia Social, pós-doutor em Ciências Sociais em duas universidades (Wisconsin e Cambridge), pós-doutor em Mídia e Política na Università degli studi 'La Sapienza', professor na UFRGS)

...

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) - vinculada à Comissão Pontifícia Justiça e Paz (Roma) e relacionada com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Nota Pública de 9 de agosto de 2016:


"Frente à grave situação político-econômica brasileira, conclama ao diálogo e à busca de soluções democráticas que preservem as conquistas e os direitos do nosso povo. 
 
Democracia é respeito à vontade do povo; as recentes pesquisas expressam com clareza a vontade dos brasileiros/as diante das perplexidades que afligem a nossa grande Nação.
 
O processo de impeachment - afirma a CBJP - contra a presidenta democraticamente eleita foi instaurado com argumentos jurídicos que veem sendo refutados por técnicos do Senado Federal, por parecer do Ministério Público Federal (MPF) e especialistas internacionais em recente evento realizado no Rio de Janeiro (Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil).
 
Para onde vamos? 
 
Estamos diante do conflito de dois projetos de sociedade: os que defendem a continuidade da presidenta eleita, superando o impeachment e os que defendem que o vice-presidente assuma de modo definitivo a direção do Brasil. 
 
O que incluem os dois projetos, para além das pessoas que se dispõem a assumi-los? Quais as prioridades na perspectiva da atenção à maioria da população, sobretudo os mais pobres?

O governo interino, assumido pelo vice e sua equipe, anuncia medidas, em várias esferas da vida da população, que apontam para o retrocesso nos direitos arduamente conquistados: educação, saúde, cultura, previdência social, direitos humanos, comunidade negra, populações indígenas, mulheres, a liberdade de expressão e de organização. 
 
Mais uma vez na história brasileira a conta da crise é depositada nos ombros dos mais necessitados, das maiorias desprotegidas. 
 
Estamos vivendo momento de angústia e tristeza. Sentimo-nos em sintonia com o Papa Francisco que já tem manifestado preocupação com o processo político brasileiro. No entanto, a Esperança continua nos iluminando e nos levando à ação. 
 
A CBJP tem se empenhado em dialogar com os movimentos sociais (populares) e os agentes públicos, principalmente os senadores/as da República. 
 
Sua conclusão é que o processo de impeachment em andamento não responde aos anseios mais profundos do povo brasileiro. No entanto, se empenha na construção de uma saída para a crise, negociada com todos os setores sociais, exigindo que sejam garantidos os direitos humanos e sociais da população, consciente do que nos diz a Palavra de Deus: 'Deus ouviu os clamores do seu povo'".


- UM GRITO E UM APELO DA CNBB JUNTO COM 54 MILHÕES POR DEMOCRACIA E JUSTIÇA! NÃO HAVERÁ DESCULPAS DIANTE DA HISTÓRIA!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Pedrinho Guareschi

Da página no facebook do professor Pedrinho Guareschi:

"PARA QUE NENHUM SENADOR(A) DIGA QUE NÃO SABIA!
A História é juiz implacável! Posto essa nota da Comissão Nacional de Justiça e Paz, através da qual a CNBB se pronuncia em matérias de política e justiça, para que fique CLARÍSSIMO aos Srs.e Sras. Senadores(as) o que pensa a CNBB sobre o "golpe" – (Sua credibilidade, conforme o IBOPE, é de 71%, enquanto que para o Judiciário é 46%, o Congresso Nacional 22% e os Partidos Políticos 17%).
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) - vinculada à Comissão Pontifícia Justiça e Paz (Roma) e relacionada com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Nota Pública de 9 de agosto de 2016:
"Frente à grave situação político-econômica brasileira, conclama ao diálogo e à busca de soluções democráticas que preservem as conquistas e os direitos do nosso povo.
Democracia é respeito à vontade do povo; as recentes pesquisas expressam com clareza a vontade dos brasileiros/as diante das perplexidades que afligem a nossa grande Nação.
O processo de impeachment - afirma a CBJP - contra a presidenta democraticamente eleita foi instaurado com argumentos jurídicos que veem sendo refutados por técnicos do Senado Federal, por parecer do Ministério Público Federal (MPF) e especialistas internacionais em recente evento realizado no Rio de Janeiro (Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil).
Para onde vamos?
Estamos diante do conflito de dois projetos de sociedade: os que defendem a continuidade da presidenta eleita, superando o impeachment e os que defendem que o vice-presidente assuma de modo definitivo a direção do Brasil.
O que incluem os dois projetos, para além das pessoas que se dispõem a assumi-los? Quais as prioridades na perspectiva da atenção à maioria da população, sobretudo os mais pobres?.
O governo interino, assumido pelo vice e sua equipe, anuncia medidas, em várias esferas da vida da população, que apontam para o retrocesso nos direitos arduamente conquistados: educação, saúde, cultura, previdência social, direitos humanos, comunidade negra, populações indígenas, mulheres, a liberdade de expressão e de organização.
Mais uma vez na história brasileira a conta da crise é depositada nos ombros dos mais necessitados, das maiorias desprotegidas.
Estamos vivendo momento de angústia e tristeza. Sentimo-nos em sintonia com o Papa Francisco que já tem manifestado preocupação com o processo político brasileiro. No entanto, a Esperança continua nos iluminando e nos levando à ação.
A CBJP tem se empenhado em dialogar com os movimentos sociais (populares) e os agentes públicos, principalmente os senadores/as da República. Sua conclusão é que o processo de impeachment em andamento não responde aos anseios mais profundos do povo brasileiro. No entanto, se empenha na construção de uma saída para a crise, negociada com todos os setores sociais, exigindo que sejam garantidos os direitos humanos e sociais da população, consciente do que nos diz a Palavra de Deus: 'Deus ouviu os clamores do seu povo'".
- UM GRITO E UM APELO DA CNBB JUNTO COM 54 MILHÕES POR DEMOCRACIA E JUSTIÇA! NÃO HAVERÁ DESCULPAS DIANTE DA HISTÓRIA!"

'Epidemia de câncer'? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque

'Epidemia de câncer'? 

Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque

BBC BRASIL.com 

23 AGO2016

O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.

 Oncologista Fábio Franke vê relação direta entre agrotóxicos e câncer - Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil

"A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor.

Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.

Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.

"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença.

"Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer", diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende 120 municípios da região.

Um dos principais problemas é que boa parte dos trabalhadores não segue as instruções técnicas para o manejo das substâncias.

"Nós sempre perguntamos se usam proteção, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles não sobra para comprar máscaras, luvas, óculos. Eles ficam expostos", diz Emília Barcelos Nascimento, voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ijuí.

Anderson Scheifler, assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer da cidade (Aapecan), corrobora: "Temos como relato de vida dessas pessoas um histórico de utilização excessiva de defensivos agrícolas e, na maioria das vezes, sem uso de proteção".


'Alarmante epidemia'

Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o número de mortes por câncer da microrregião de Ijuí com as registradas no Estado e no país entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a gaúcha, que já é alta, como a nacional.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.

O índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres).

O Estado também é líder na estimativa de novos casos de câncer neste ano, também elaborada pelo Inca - 588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo.

Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de câncer em terras gaúchas - no país todo, foram 195 mil óbitos.

 Especialistas ligam uso de agrotóxicos à alta incidência de câncer no RS - Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil

Anualmente, cerca de 3,6 mil novos pacientes são atendidos na unidade coordenada por Franke. Se incluídos os antigos, são 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil são bancados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) - os cofres públicos desembolsam cerca de R$ 12 milhões por ano para os tratamentos.

Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da área rural - mas o problema pode ser ainda maior, já que os malefícios dos agrotóxicos não ocorrem apenas por exposição direta pelo trabalho no campo, mas também via alimentação, contaminação da água e ar.

"Se esses números fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, não tenho dúvida de que a situação seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade pública e tudo. Mas é câncer. Há um silêncio estranho em torno dessa realidade", afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Ministério Público da cidade de Catuípe.

"Milhares de pessoas estão morrendo de câncer por causa dos agrotóxicos", acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.

Procurado pela BBC Brasil, o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou o questionamento para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.

Em nota, a Andef afirma que "toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico" e que os riscos à saúde dependem "das condições de exposição, que incluem: a dose (quantidade de ingestão ou contato), o tempo, a frequência etc.".

O texto afirma ainda que "o setor de defensivos agrícolas apresenta o grau de regulamentação mais rígido do mundo".


Salto no consumo

A comercialização de agrotóxicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado - entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare.

O número é preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE.

O Inca é um dos órgãos que se posicionam oficialmente "contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil" e "ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer".

Como solução, recomenda o fim da pulverização aérea dos venenos, o fim da isenção fiscal para a comercialização dos produtos e o incentivo à agricultura orgânica, que não usa agrotóxico para o cultivo de alimentos.

Márcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do "Dossiê Abrasco - Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde", ressalta que o agrotóxico mais usado no Brasil, o glifosato - vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto - é proibido em toda a Europa.

Segundo ela, o glifosato está relacionado aos cânceres de mama e próstata, além de linfoma e outras mutações genéticas.

"A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição de agentes químicos. Se os agrotóxicos também são esses agentes, o que já está comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos", defende.

Procurada, a Monsanto afirma que "todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola".

A empresa diz ainda tratar-se de "um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países", e que "nenhuma associação do glifosato com essas doenças é apoiada por testes de toxicologia, experimentação ou observações".


Três vezes mais

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano.

A bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural) e professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser três vezes maior.

Ela conta que produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e, assim, aumentar a produção. É o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do "agente laranja", usado como arma química durante a Guerra do Vietnã, e paraquat.

 A agricultura é uma das atividades mais importantes para a economia do noroeste gaúcho- Foto: Diogo Zanatta/BBC Brasil

Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este último causa necrose nos rins e morte das células do pulmão, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplicação de oxigênio, pois isso potencializaria os efeitos da substância.

"Nada disso é invenção de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Também não é invenção de algum inimigo do agronegócio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O próprio fabricante. Está na bula, no rótulo", alerta o promotor.

No último ano, 52 pessoas morreram por intoxicação por paraquat em terras gaúchas, segundo o Centro de Informação Toxicológica do Estado.

No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxicação por agrotóxico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi.

A estimativa é que para cada registro de intoxicação existam outros 50 casos não notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 bebês de zero a um ano de idade sofreram intoxicação no mesmo período.

A Syngenta, fabricante do paraquat, não se manifestou sobre os casos de intoxicação e afirmou endossar o posicionamento da Andef.

BBC BRASIL.com 

https://saude.terra.com.br/epidemia-de-cancer-alto-indice-de-agricultores-gauchos-doentes-poe-agrotoxicos-em-xeque,ee1548653d34597373093010f3c1c7fcrot6287m.html

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dicas de vídeos, filmes, livros, textos da 6ª etapa do Curso 2016.ano13

Dicas de vídeos, filmes, livros, textos da 6ª etapa do Curso 2016.ano13


6ª etapa / 20 e 21 de agosto

O mundo do trabalho: metamorfoses, crises, repercussões da globalização econômica. Sindicalismo e seus impasses na pós-modernidade

Prof. Dr. André Langer - CEPAT (Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores) e Faculdade Vicentina - Curitiba


Escola de Formação Fé, Política e Trabalho

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> Textos indicados: http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/textos-indicados-andre-langer.html

> A condição de insegurança é a regra do mundo do trabalho, hoje - Ruy Braga: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAWDZ4cnFkRERYN2s/view?usp=sharing

> O trabalho mediado pelas inovações tecnológicas. Impactos e desafios - Mário Sérgio Salerno: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAVFNyVktPVnB2VE0/view?usp=sharing

> PL 4330. Submissão absoluta dos trabalhadores aos desígnios do capital. Entrevista com Dari Krein: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAZEV6YjB0dmJyNVk/view?usp=sharing


> Textos – André Langer:

"O salário é uma forma de distribuição de riqueza. Em 1980 os salários compunham 50% do PIB do Brasil, em 1990 caiu para 36%. Em 2005, chegamos a 46%. Com todo o processo de valorização do salário ainda estamos antes de 1980." 

"Outro aspecto da terceirização do trabalho no Brasil é a precarização. A terceirização é responsável por uma diminuição, um achatamento dos salários, de 40% a 60%. A terceirização é um argumento que o empresariado usa para dizer que é possível gerar mais empregos. Mas, esse é um argumento falacioso, é errado, porque a prática não comprovou isso até hoje. A terceirização serve como uma estratégia de redução dos custos."

"A financeirização é, em termos de tempo, algo trágico."

"Após o trabalhador passou a trabalhar em células produtivas."

"Nesse novo modelo de organização do trabalho, a comunicação, a cooperação, ganham nova importância."

"A produção é reorganizada em células produtivas, onde os trabalhadores podem conversar mais, mas novamente de maneira imposta. Agora passa a ser uma imposição a conversa."

"Se antes era proibido falar, agora é proibido ficar calado."

"Os trabalhadores passam a ter reuniões semanais, onde podem conversar, sugerir. Mas, isso, ao mesmo tempo, torna-se um elemento de competição cada vez maior."

"Com a reestruturação, há um processo de internalização das chefias. Cada trabalhador/a é um/a chefe, e ele/a é responsável por si e por todos/as. Isso aumenta a competição, o individualismo, é responsável também pela desorganização sindical."

"A qualidade passa a ser um elemento de todo o processo produtivo."

"Setores são terceirizados. Dentro de uma mesma empresa passam a haver até treze categorias de trabalhadores diferentes. Os trabalhadores pertencem a categorias diferentes."

"Assim, com a terceirização e a flexibilização surge o processo de precarização do trabalho."

"O trabalhador representado por Charlie Chaplin, no filme Tempos Modernos, é trabalhador especializado, repetitivo e chato."

"A velocidade, a rapidez, é um comando que vem de fora, que agiliza a esteira, e assim os trabalhadores/as perderam controle sobre o tempo."

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/textos-andre-langer.html


> Filme – Tempos modernos (Modern Times, 1936 - Charlie Chaplin): https://www.youtube.com/watch?v=ieJ1_5y7fT8

Nesse filme não há meio termo, Chaplin realmente quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravização. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.

O clássico do genial Charles Chaplin, Tempos modernos, retrata a interligação da vida com um relógio. O tempo marca a vida de operários de uma fábrica onde se desenvolve boa parte da ação. Tempos Modernos mostra um patrão em que controla, de sua sala, através de um circuito fechado de televisão o trabalho de seus empregados. Em Tempos Modernos, Carlitos é um trabalhador da fábrica, em uma linha de montagem.

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/tempos-modernos.html


> Documentário – A dor (in)visívelassédio moral no trabalho: https://www.youtube.com/watch?v=ZKGzTjljGgM

O documentário "A dor (in)visível - Assédio Moral no Trabalho" é uma realização do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) - Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Caxias do Sul; do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em Caxias do Sul; do Governo Federal.

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/a-dor-invisivel-assedio-moral-no.html


> Entrevistas > Revista IHU - On Line:

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/entrevistas-revista-ihu-on-line.html

- A condição de insegurança é a regra do mundo do trabalho, hoje entrevista com Ruy Braga: 

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAZFFoU0dtUjdMdkk/edit?usp=sharing

- O trabalho mediado pelas inovações tecnológicas. Impactos e desafios entrevista com Mário Sergio Salerno: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAaXhHMWVfYWpLejQ/edit?usp=sharing


> Textos sobre o tema:

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/textos-sobre-o-tema.html

- A salgada conta da crise econômica no bolso e na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras: 

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAWUc5b211ckxqNm8/view?usp=sharing

- Afirmar que a terceirização gera emprego é um mito: 

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAS1VFZzFSWC1MU0k/view?usp=sharing

- Tentativa de burlar direitos trabalhistas se manteve no decurso da história: 

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAXzFoYWgwUnJybTQ/view?usp=sharing

- Formalização e flexibilização – avanços e retrocessos no mundo do trabalho: 

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAZERFa0ZDQm1nYW8/view?usp=sharing


> Documentário – Carne, osso:

Documentário, 2011: https://www.youtube.com/watch?v=imKw_sbfaf0 

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ulx2Az07BrU&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/carne-e-osso.html

Filme:

- Trabalhadores falam sobre ritmo acelerado de produção em frigoríficos: 

https://www.youtube.com/watch?v=8Y30imyKOy8&index=2&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Técnico da Previdência Social mostra estatísticas sobre acidentes em frigoríficos: 

https://www.youtube.com/watch?v=dqKPlv1GxII&index=3&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Frigoríficos driblam fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego: 

https://www.youtube.com/watch?v=zOFqRET6pgg&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn&index=4

- Especialistas falam de problemas gerados pelo excesso de movimentos repetitivos: 

https://www.youtube.com/watch?v=5QVcncFF1mE&index=5&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Trabalhadores, empresários e poder público discutem trabalho em frigoríficos: 

https://www.youtube.com/watch?v=klzBo97DIfQ&index=6&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Profissionais da saúde comentam sobre doenças ocupacionais em frigoríficos: 

https://www.youtube.com/watch?v=dxuiVVdJiIw&index=7&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Conheça os principais problemas de saúde e trabalho em frigoríficos: 

https://www.youtube.com/watch?v=aEXCxi71vtU&index=8&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn

- Trabalhadores relatam acidentes em frigoríficos: https://www.youtube.com/watch?v=lJTT6_3WNww&list=PL5ZUH6MscZhxuc_p-se4pIgDvf-_inoJn&index=9


> Documentário – Nação oculta – Os bolivianos em São Paulo:

Documentário de Diego Arraya, que retrata a realidade de milhares de imigrantes bolivianos que chegam à capital paulista todos os dias: https://www.youtube.com/watch?v=YD2bYfX049k

Nação Oculta - Os Bolivianos em São Paulo (trecho): https://www.youtube.com/watch?v=8VwHw7fdXCY

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/nacao-oculta-os-bolivianos-em-sao-paulo.html


> Filme – Um Dia Sem Mexicanos: https://www.youtube.com/watch?v=exAtch5mdGE 

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/um-dia-sem-mexicanos.html


> Finanças – André Langer:

"A moeda não é mais um simples meio de troca, ela se tornou um poder. É a questão das finanças / financeirização. As finanças passaram a fazer parte da nossa vida como nunca antes na história da humanidade." 

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/financas.html


> Migração – André Langer:

"Trabalhadores que perderam tudo, tem ainda a última coisa: o corpo. E o corpo na migração se torna uma ferramenta política. Pelo corpo eles dizem que não é essa a globalização que a gente quer, transgredindo todas as barreiras que os estados querem impor.
Papa Francisco tem papel importante no sentido de ajudar a que as autoridades políticas entendam sua responsabilidade e seu papel diante da migração. Papa Francisco chama a atenção para a razão ética dessa globalização."

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/migracao.html


> Cadernos » Cadernos IHU » 5ª edição – Pelo Êxodo da Sociedade Salarial. A Evolução do Conceito de Trabalho em André Gorz:

"Pelo Êxodo da Sociedade Salarial. A Evolução do Conceito de Trabalho em André Gorz" é o tema dos Cadernos IHU no. 5.

O autor é André Langer, mestre em Ciências Sociais pela Unisinos e doutorando em Ciências Sociais na UFPR. O autor atualmente é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT - com sede em Curitiba, PR.

Clique aqui para download PDF: http://www.ihu.unisinos.br/images/stories/cadernos/ihu/005cadernosihu.pdf

Cadernos IHU: http://www.ihu.unisinos.br/cadernos-ihu/58296-pelo-exodo-da-sociedade-salarial-a-evolucao-do-conceito-de-trabalho-em-andre-gorz

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/pelo-exodo-da-sociedade-salarial.html


> Revista do IHU Online – Os três legados de Gorz:

As reflexões de Gorz sobre o trabalho, explica André Langer, "sempre tiveram o cuidado para restringir a ação do capitalismo sobre a ação humana". A libertação no trabalho, segundo o pensamento do filósofo francês, só ocorre fora do trabalho. Para Langer, essa ideia é significativa "para perceber a radicalidade de seu pensamento anticapitalista, antiprodutivo e antieconomicista".

Revista do IHU Online: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1362&secao=238

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/os-tres-legados-de-gorz.html


> Leitura complementar - Lista de alguns autores e livros sugeridos pelo Prof. Dr. André Langer para leitura complementar:

- Marcio Pochmann: O emprego no desenvolvimento da nação; O emprego na globalização; Nova classe média; O mito da grande classe média.

- David Harvey: O enigma do capital; Para entender 'O capital''; Os limites ao capital; A Condição Pós Moderna.

- Andre Gorz: Misérias Do Presente; Riqueza Do Possível; Capitalismo, Socialismo, Ecología; Metamorfósis del trabajo, demanda del sentido; La ecología como política; Estrategia obrera y neocapitalismo; Crítica de la razón económica; División del trabajo: el proceso laboral y la lucha de clases en el capitalismo moderno; Caminos al paraiso: hacia la liberación del trabajo; Socialismo y revolución; Historia y enajenación; 

- Zygmunt Bauman: Amor líquido; Modernidade líquida.

- Richard Sennett: A Corrosão do caráter - Consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo.

- Luc Boltanski e Ève Chiapello: O novo espírito do capitalismo.

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/leitura-complementar.html


> Necessidades, propostas… André Langer:

"É necessário haver conversas com trabalhadores, com grupos, para retomar a temática do trabalho. Reinserir nas nossas discussões sobre o tema do trabalho.

Criar pequenos coletivos onde nós nos comprometemos e comprometemos outras pessoas.

A questão da impossibilidade nos tira todo o poder, e nos desmobiliza.

Vamos fazer o que está a nosso alcance, e criar desenvolvimentos desse sentido.

Retomar as lutas históricas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, luta contra a terceirização, melhorias na qualidade de vida.

Começar a ter menos medo de errar, e mais coragem para inovar. Vamos apostar, ser criativos. Arriscar mais, sem medo de perder.

Também fazer propostas para o movimento sindical, comprometer, ir ao encontro do sindicato, não só esperar. Ser propositivo, não ter medo, propor, ousar."

"Começar a ter menos medo de errar e mais coragem para inovar. Vamos apostar, ser criativos. Arriscar mais, sem medo de perder. Ser propositivos, não ter medo, propor, ousar."

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/necessidades-propostas.html


> Entrevista – Marcio Pochmann:

Nova classe média? O economista Marcio Pochmann apresenta seu livro "Nova classe média? O trabalho na base da pirâmide social brasileira", em debate de lançamento na PUC-SP, no dia 6 de junho de 2012 https://www.youtube.com/watch?v=UswLAb-Oshc. Publicado em 26 de set de 2013.

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/marcio-pochmann-nova-classe-media.html


> Filme – A classe operária vai ao paraíso: https://www.youtube.com/watch?v=c7oTQIe_-fs.

Título original: La Classe Operaia Va In Paradiso (legendado em português). Ano de produção: 1971. Sinopse: Lulu Massa (Gian Maria Volonté) é um trabalhador exemplar, dedicado e admirado por seus chefes pelo trabalho bem feito, mas detestado pelos demais funcionários. Por conta dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho, o sindicato decide entrar em greve, fazendo todos os operários da fábrica pararem. Lulu decide não se envolver com o movimento político até o momento em que sofre um acidente com uma das máquinas, o que lhe custa um dedo. Com o descaso de seus patrões com o acidente ele decide participar dos grupos revolucionários.


> Filme – O que você faria? (El método): https://vimeo.com/67103543.

El método é um filme argentino-hispano-italiano de 2005 dirigido por Marcelo Piñeyro e baseado na obra teatral El Método Grönholm, do espanhol Jordi Galcerán.

Sete executivos disputam uma vaga numa empresa em Madri (Espanha). No mesmo dia, uma reunião do G-8 faz com que as ruas da capital espanhola seja ocupada por violentos manifestantes. Mesmo assim, os candidatos participam da seleção, cujas provas são elaboradas baseadas num chamado Método Grönholm. Fechados numa sala, os candidatos têm de descobrir quem é o agente da empresa infiltrado entre eles, entre outras provações.


> Filme – Trabalho interno: https://vimeo.com/39018226.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=YamDhfIi6Hs

Ano: 2010 | Duração: 109 minutos

Através de uma pesquisa extensiva e entrevistas com economistas, políticos e jornalistas, "Inside Job - A Verdade da Crise", mostra-nos as relações corruptas existentes entre as várias partes da sociedade. Narrado pelo ator Matt Damon e realizado por Charles Fergunson, este é o primeiro filme que expõe a verdade acerca da crise econômica de 2008. A catástrofe, que custou mais de $20 triliões, fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos.


> Filme – Segunda-feira ao sol:

Sinopse: Aranoa consegue traduzir em dramas pessoais a condição perversa do agudo estranhamento da classe operária, expresso por meio do desemprego de longa duração (há mais de dois anos, os desempregados homens não conseguem entrar no mercado de trabalho).

Os desempregados estão alienados até mesmo do sentido do tempo (na cena final, Santa pergunta: "Que dia é hoje?"). O destino comum de Santa, José, Lino e Amador expressa uma candente realidade de classe.

E a dimensão de gênero se apresenta de forma explícita: os personagens desempregados de Segunda-feira ao Sol são homens de meia-idade, no ápice de suas forças produtiva pessoal.

Reflexões sociológicas: O desemprego é a explicitação perversa da situação-limite do trabalho na sociedade do capital.

Segunda-Feira Ao Sol - Disciplina - Sociologia:

http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=593

Trechos do filme:

- Desemprego: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=12184

- Ideologia: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=12181

- Lazer: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=12183

- Linha de Produção: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=12182

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/segunda-feira-ao-sol.html


> Filme – Privatizações: a Distopia do Capital: https://www.youtube.com/watch?v=A8As8mFaRGU.

O documentário "Privatizações: a Distopia do Capital", de Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro.

A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar "na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos", afirma Silvio Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que "o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos".

http://fepoliticaetrabalho.blogspot.com.br/2016/08/privatizacoes-distopia-do-capital.html


Álbum de fotos: https://www.facebook.com/EscolaFePoliticaETrabalho/photos/?tab=album&album_id=1050971611665257


Vídeos: da etapa / módulo, disponíveis em: Escola Fé, Política e Trabalho.


Livros indicados pela Escola de Formação Fé, Política e Trabalho:

AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA, Eduardo Galeano (acessa em pdf: 

https://copyfight.noblogs.org/gallery/5220/Veias_Abertas_da_Am%C3%83%C2%A9rica_Latina%28EduardoGaleano%29.pdf)

O BANQUEIRO DOS HUMILDES, Muhammad Yunus

A POBREZA, RIQUEZA DOS POVOS – A transformação pela solidariedade, Albert Tévoédjrè



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