terça-feira, 9 de setembro de 2014

programa estreia em 10 de setembro, às 23h

EXÍLIO E CANÇÕES
com Sérgio Britto!
> programa estreia:
10 de setembro de 2014, às 23h

TV Brasil :: http://tvbrasil.ebc.com.br/



Exílio e Canções: O que vem por aí

Confira trechos de entrevistas e canções que serão apresentadas no programa apresentado por Sérgio Britto

Convidados como Ana Maria Machado, Zé Celso Martinez Corrêa e Almino Affonso contam suas experiências no exílio e escolhem as canções que marcaram este período.

Nesta primeira temporada, o programa conta com políticos, artistas, filhos de exilados e outras pessoas que foram forçados a viver afastados do Brasil como Almino Affonso, Zé Celso Martinez Corrêa, Ciro Barcelos, Marta Nehring, Ana Maria Machado, Rosiska Darcy de Oliveira e muito mais.

Os participantes cantam com o apresentador Sérgio Britto músicas que marcaram esse momento de suas vidas como: Asa Branca, Sabiá, London London e muito mais. 

Estas canções serão reinterpretadas por uma banda formada pelo vocalista dos Titãs. 

O programa estreia em 10 de setembro às 23h. 

Confira o teaser da primeira temporada de Exílio e Canções.

Direção: Otavio Juliano
Produção: Luciana Ferraz
Roteiro: Valesca Dios e Lucila Rupp
Fotos: Silmara Ciuffa e Giselle Julião



http://tvbrasil.ebc.com.br/exilio-e-cancoes/episodio/exilio-e-cancoes-o-que-vem-por-ai

domingo, 7 de setembro de 2014

"As pesquisas como propaganda política" | Por Pedrinho Guareschi

 Domingo, 07 de Setembro de 2014   |   ISSN 1519-7670 - Ano 18 - nº 814

NÚMERO-NOTÍCIA

As pesquisas como propaganda política

Por Pedrinho Guareschi em 02/09/2014 na edição 814


Vivemos o momento das pesquisas. Dormimos e acordamos com elas. Cada vez mais frequentes, algumas nacionais feitas até em dois dias. Seria ingênuo dizer que elas não têm influência. Têm, e muita. E elas são importantes nesse momento, pois fogem a toda regulamentação que é feita para que os meios de comunicação não façam "propaganda", isto é, não digam os nomes dos candidatos, que não se façam coberturas sobre eles, que os executivos não possam inaugurar obras etc.

Mas por mais minuciosa que seja uma legislação, ela não dá conta de novos casos como, por exemplo, as entrevistas que são feitas com os candidatos e mesmo os debates nas emissoras de rádio e televisão. A razão de tais entrevistas e debates, repetidas à exaustão pela mídia, é que tais práticas se destinam a "esclarecer" os eleitores. Mero engano. Basta ver as entrevistas feitas pela Globo com os candidatos e as estratégias usadas (ver aqui e aqui).

Quem comanda o espetáculo nessas entrevistas é quem detém o poder de fazer a pergunta, de escolher o assunto, de determinar o tempo de cada um para falar ou responder a determinadas questões. Examinando as entrevistas feitas pela Globo, por exemplo, vê-se claramente que as perguntas feitas são muito mais respostas que perguntas. Já é transmitida toda uma mensagem nas perguntas. Elas são afirmações categóricas sobre os erros e os malfeitos dos candidatos e partidos e são colocadas como se fossem verdades inquestionáveis.

As pesquisas

Mas vamos às pesquisas. Deixemos de lado quem as faz, quem as paga, quem as divulga. Para uma análise crítica e iluminadora dessa questão, duas coisas são importantes: a primeira é o momento, isto é, o contexto e as circunstâncias em que é realizada; a segunda é o que se costuma chamar de efeito catraca, isto é, a retroalimentação de um fato sobre outro (no nosso caso, de uma pesquisa sobre outra), de tal modo que um fato ajuda o outro a crescer, assegurando e garantindo o patamar a que se chegou – seriam as consequências e os efeitos que o fato produz.

Apliquemos isso para o que está acontecendo nesse momento no Brasil com as pesquisas de intenção de voto dos candidatos à Presidência da República.

O fator momento

Até a morte do candidato Eduardo Campos, tudo transcorria numa aparente normalidade. Surge então o imprevisto, o fator surpresa: a morte do candidato. Ninguém a esperava. E foi um acontecimento que tomou conta do Brasil, noticiado e comentado por todos os veículos de comunicação. Esse é o momento, o tempo surpresa que os gregos chamavam de kairós, em contraposição ao kronos, o tempo rotina. Foi um tempo de comoção nacional. E houve ainda uma circunstância importante desse momento: ele durou praticamente cinco dias. As atenções estavam todas voltadas para ele.

Mas esse tempo de pesar, as dores e as condolências, os sentimentos de compaixão, não estavam concentrados apenas no candidato morto: compreendiam também a família do falecido e outros mais, os seus correligionários políticos, e de modo todo especial a sua vice na chapa à Presidência. O contágio era evidente. E, é evidente, a mídia soube trabalhar muito bem esse contágio. Nos últimos momentos foi quase uma simbiose.

Fica então a questão: não é de estranhar que grande parte dessa nação emocionada e consternada, ao ser perguntada sobre em quem votaria, lembrou-se dela, Marina Silva. Seria essa uma afirmação sem fundamento? Mas como explicar, então, que alguém que uma semana antes era escolhida por apenas 10% da população, fosse de imediato alçada a um patamar de 29%? Um caso de tomada de consciência repentina de milhões de pessoas? Há muito fundamento, então, em pensar que se não fosse pela enorme exposição na mídia isso não teria acontecido. Todos sabem que "quem está na mídia, existe". E se está de maneira tão sofrida e aflita, existe muito mais.

O efeito catraca

Agora o segundo passo. Para garantir o patamar alcançado, era fundamental uma estratégia que garantisse o nível conseguido. E esse é o efeito catraca, que não permite que o nível alcançado recue. A sensação e o sensacionalismo não duram muito. O tempo se encarrega de recolocá-los em seu devido lugar. Então é preciso garantir que esse "estágio" conseguido pela emoção, comoção, sensação, se prolongue. E se possível acrescentar algo mais a esses elementos, nessas mesmas circunstâncias.

Foi o que o Datafolha e o Ibope (este, a pedido da Rede Globo e do jornal Estado de S.Paulo) inteligentemente souberam fazer: garantir a comoção, a sensação, a emoção e acrescentar a isso tudo o novo elemento sensacional que foi o salto de 10% para 29% no índice de escolha da candidata na pesquisa anterior. Mas não se podia perder tempo. Então foi feita a pesquisa "em dois dias, ontem e hoje", como dizia exultante o âncora do Jornal Nacional.

Esse o efeito catraca. Aproveita-se o nível alcançado e tenta-se dar um passo à frente. Tenta-se confirmar e legitimar o espaço já conseguido. Ninguém está preocupado em perguntar a "racionalidade" desse crescimento. Ninguém se pergunta se isso irá fazer com que brasileiros e brasileiras possam chegar a um maior grau de cidadania e realização.

Há ainda, em nosso caso, um fator a mais que conta para que esse nível alavancado se perpetue e, até pode ser, cresça ainda um pouco: além de acrescentar mais sensação e surpresa, ele é difundido por todas as outras mídias que, infelizmente, repercutem acriticamente as notícias da grande mídia. A maior parte da mídia regional é alimentada por essa grande mídia central, comandada por uma pequena elite conservadora e fortemente seletiva. E o que é pior: o fato, construído e difundido por essa grande mídia, é tomado como fato dato, fato existente, assumido sem crítica e sem questionamento. Ai de quem o contestar.

Concluo.

Mencionava no início que as pesquisas são uma importante e eficiente propaganda política, se não a mais importante. Sorrateiramente elas constroem e legitimam o fato de determinados índices de escolha serem de fato como são veiculados, pois o pressuposto é o de que as pessoas pensem e reflitam ao responder sobre sua escolha de determinado candidato; eles estariam fazendo essa opção conscientemente. Ainda outro pressuposto tácito: se tantos escolhem tal candidato, ele só pode ser muito bom. Podemos votar nele com segurança.

Vale lembrar que nenhuma situação é definitiva. O vírus da história, o fator desmistificador do tempo, cedo ou tarde irá minar tais estratégias socialmente construídas. Mas isso não quer dizer que elas não tragam efeitos irrecuperáveis. O importante é não abandonar a proposta de exercer a ação política como prática consciente, livre e responsável, que dá dignidade às pessoas. Também não é fora de propósito lembrar as exigências éticas de tais práticas políticas.

É o leitor crítico e o escrutínio da história que vão testar as considerações aqui feitas. Nosso objetivo foi tentar evidenciar que as pesquisas não são neutras, muito menos ineficazes. Elas constituem um extraordinário fator de propaganda política, muito mais eficaz, no nosso entender, do que a propaganda eleitoral "gratuita", pois as pesquisas conseguem esconder com astúcia seus verdadeiros intentos.

Quem viver, verá.

***

Pedrinho Guareschi é professor e pesquisador do Programa de Psicologia Social e Institucional da UFRGS, autor de diversos livros, entre eles O Direito Humano à Comunicação – Pela Democratização da Mídia (Editora Vozes, 2013)


http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed814_as_pesquisas_como_propaganda_politica

sábado, 6 de setembro de 2014

Vote SIM :: até dia 7!

:: Votação do Plebiscito pela Reforma Política :: 
de 1 a 7 de setembro, ocorrerá o plebiscito para ouvir a população sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política!


Vote SIM pra mudar o sistema político!
Atos públicos e a coleta de votos para o plebiscito popular – no qual o povo dirá se quer ou não mudanças no sistema político brasileiro acontecerão na Semana da Pátria, de 1 à 7 de Setembro.


É possível votar no Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva:
> pela internet: http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/
> urnas em Caxias do Sul: na praça Dante Alighieri (nos dias sem chuva), no SINDISERV, no Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Comerciários, Trabalho 10, UAB, ICC - Banco do Povo, AMOB São Gabriel, Correios, 1º Núcleo CPERS/Sindicato, Delegacia Regional Sinttel, além de urnas itinerantes que vão passar por escolas, bairros, universidade, praças e parques.
ENCONTRE UMA URNA PERTO DE VOCÊ!
> procure a urna fixa mais próxima de você: http://bit.ly/EncontreUrnas

+ Saiba onde votar: www.plebiscitoconstituinte.org.br/urnas
+ Vote pela internet: http://plebiscitoconstituinte.org.br/vote-no-plebiscito#voto

#EuVotoSIM


Foto: VOTE SIM PRA MUDAR O SISTEMA POLÍTICO!    Atos públicos e a coleta de votos para o plebiscito popular – no qual o povo dirá se quer ou não mudanças no sistema político brasileiro acontecerão na Semana da Pátria, de 1 à 7 de Setembro.     Milhares de urnas serão montadas no país inteiro e a votação também será realizada pela internet, através do site www.plebiscitoconstituinte.org.br

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

"entre 2004 e 2012, a pobreza crônica, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6%"

Banco Mundial aponta que o Brasil reduziu a pobreza em 76%. No período entre 2004 e 2012, a pobreza crônica, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6%. O estudo considerou aqueles que ganham até R$ 140 mensais, valor acima da linha de extrema pobreza brasileira, de R$ 77 mensais. Se o estudo considerasse apenas a situação de miséria, a redução seria ainda maior. Saiba mais: http://goo.gl/fSE4J0





Quarta-feira, 3 de setembro de 2014 às 10:27

Brasil reduziu pobreza em suas várias dimensões, revela estudo do Banco Mundial

A pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população no período de oito anos – entre 2004 e 2012 –, segundo estudo do Banco Mundial. A queda é de 76%.

Reducao_pobreza_grafico_queda

Percentual sobre população em 2004 e 2012. Fonte: MDS

O trabalho foi apresentado por economistas do Banco Mundial em oficina técnica promovida pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza (World without Poverty – WWP), projeto conjunto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Banco Mundial e Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O estudo considerou pobres de renda aqueles que ganham até R$ 140 mensais. O valor é maior do que a linha de extrema pobreza brasileira, de R$ 77 mensais (equivalente a US$1,25 diário). Se a pobreza crônica considerasse apenas a população em situação de miséria, o percentual da redução seria ainda menor do que o 1,6% da população identificado pelos autores do trabalho.

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira.

A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou que o Plano Brasil Sem Miséria foi organizado de forma a enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços.

"Construímos o Plano Brasil Sem Miséria olhando o conjunto da população pobre e extremamente pobre", explicou ela. "Sempre agimos de maneira multidimensional e os dados do Banco Mundial comprovaram isso", ratificou a ministra.

Para a economista do grupo de Desenvolvimento Humano e Proteção Social do Banco Mundial, Anna Fruttero, coautora do estudo, o fato de um indivíduo ser pobre monetário e multidimensional aumenta a probabilidade de ele seguir na pobreza. Ela participou da oficina técnica Dimensionamento e caracterização da pobreza no contexto de sua superação: os limites dos indicadores clássicos e as novas propostas metodológicas. "O objetivo tem que ser a erradicação da pobreza crônica", afirmou.

"O que nos estimula é que os dados do Banco Mundial mostraram que nossa ação foi eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica", analisou a ministra Tereza Campello. Ela destacou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resultados seriam ainda mais surpreendentes se tivessem sido computados dados de 2013, que incluem já os efeitos de programas como Água para Todos, Minha Casa, Minha Vida, e Mais Médicos.

Reducao_pobreza_quadro_indicadores_de_privacao

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


http://blog.planalto.gov.br/brasil-reduziu-a-pobreza-em-suas-varias-dimensoes-revela-estudo-do-banco-mundial/

domingo, 31 de agosto de 2014

Participe do Plebiscito Popular pela Reforma Política!

Votação do plebiscito pela reforma política começa nesta segunda-feira"A partir da próxima segunda-feira (1°) até dia 7 de setembro, a reforma política estará no centro do debate. Isso porque nesse período ocorrerá o plebiscito para ouvir a população sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma."
http://www.sul21.com.br/jornal/votacao-do-plebiscito-pela-reforma-politica-comeca-nesta-segunda-feira/


Vote SIM pra mudar o sistema político!
Atos públicos e a coleta de votos para o plebiscito popular – no qual o povo dirá se quer ou não mudanças no sistema político brasileiro acontecerão na Semana da Pátria, de 1 à 7 de Setembro.
Milhares de urnas serão montadas no país inteiro e a votação também será realizada pela internet, através do site www.plebiscitoconstituinte.org.br.
Foto: VOTE SIM PRA MUDAR O SISTEMA POLÍTICO!    Atos públicos e a coleta de votos para o plebiscito popular – no qual o povo dirá se quer ou não mudanças no sistema político brasileiro acontecerão na Semana da Pátria, de 1 à 7 de Setembro.     Milhares de urnas serão montadas no país inteiro e a votação também será realizada pela internet, através do site www.plebiscitoconstituinte.org.br


Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva:
http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/


Urnas em Caxias do Sul: na praça Dante Alighieri (nos dias sem chuva), no SINDISERV, no Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Comerciários, Trabalho 10, UAB, ICC - Banco do Povo, AMOB São Gabriel, Correios, 1º Núcleo CPERS/Sindicato, Delegacia Regional Sinttel, além de urnas itinerantes que vão passar por escolas, bairros, universidade, praças e parques.

Também é possível votar no Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, pela internet, em: http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cartilha: A economia solidária no Rio Grande do Sul

A ECONOMIA SOLIDÁRIA NO RIO GRANDE DO SUL
Resultados do 2º Mapeamento e cadeias produtivas solidárias no estado

Cartilha:

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAVWZsZmNTQnIySzQ/edit?usp=sharing


Subsídio informativo resultado. Projeto em Parceria da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (SESAMPE) / Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária (DIFESOL) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Projeto de ampliação do Mapeamento de empreendimentos de economia solidária no Rio Grande do Sul e estudo das cadeias produtivas solidárias no estado
Professora coordenadora: Marília Veronese
Coordenação de campo: Cláudio Ogando
Consultora Estatística: Patrícia Kuyven
Auxiliar administrativo: Leonardo Scavoni
Redação, editoração e gráficos: Cláudio Ogando
Para citação bibliográfica: SESAMPE-DIFESOL, 2013. A economia solidária no Rio Grande do Sul. Resultados do 2º Mapeamento e cadeias produtivas
solidárias no estado. Unisinos. São Leopoldo.
Tiragem: 2.500 exemplares
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS

Agradecimentos 
Gostaríamos de agradecer, em primeiro lugar, à Nelsa Nespolo, pela
idealização deste projeto e pela dedicação à economia solidária, que nos
inspira e motiva ainda mais. E também à Maribel, por todo o apoio na
Sesampe/Difesol. Gostaríamos de agradecer à Profa. Vera Schmitz, que então
à frente da incubadora Tecnosociais da Unisinos, realizou a coordenação da
primeira fase deste segundo mapeamento, não só no estado do Rio Grande do
Sul, mas em toda a Região Sul. Um trabalho levado em uma perspectiva de
cooperação e rede, juntamente com outras entidades de apoio que ajudaram na
realização do mapeamento, a quem também agradecemos.  Ao Prof. Luiz Inácio
Gaiger, pelo apoio de sempre junto ao Grupo de Pesquisa em Economia
Solidária e Cooperativa da Unisinos. Ao Valmor Schiochet, pela ajuda
contínua em todo o trabalho relacionado ao SIES.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Imigrantes

19/08/2014

Imigrantes


A cidade de Caxias do Sul tornou-se, nos últimos meses, centro de atenção em virtude da presença de numerosos novos rostos de imigrantes.


Achamos louvável a reportagem do Fantástico sobre a presença destes em Caxias e outras cidades da Serra Gaúcha.


Lamentamos, porém, algumas manifestações de rejeição, que são contrárias ao espírito acolhedor e solidário de nossa gente. A prova disso foi o envolvimento de pessoas e instituições que se empenharam, através de doações e encaminhamentos necessários, para regularizar sua permanência entre nós, como gestos de bem acolher a todos.


O nosso povo é gente de fé, trabalho e solidariedade. Nessa terra, que ergueu o Monumento Nacional ao Imigrante, ninguém pode ser considerado estrangeiro.


Caxias do Sul, 19 de agosto de 2014.

 

+ Alessandro Ruffinoni
Bispo Diocesano



http://www.diocesedecaxias.org.br/site/conteudo_noticias.php?cod_noticia=2536

domingo, 17 de agosto de 2014

A economia solidária como alternativa à globalização econômica

Texto: Edília Santa Catarina Menin, José Antônio Somensi e M. Fernanda M. Seibel


Foto: M. Fernanda M. Seibel
A sexta etapa da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho 2014.ano 11, aconteceu nos dias 16 e 17 de agosto. A Escola é coordenada pelas Cáritas de Caxias do Sul, com o apoio do Instituto Humanitas Unisinis – IHU, e nessa etapa trouxe como tema “A economia solidária como alternativa à globalização econômica. Experiências práticas” e contou com a assessoria da professora Dra. Vera Regina Schmitz, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Hoje o modelo capitalista governa em todos os espaços da Terra, modelo que sabemos ser excludente, individualista, competitivo e marcado pela propriedade privada, e a Economia Solidária contrasta com este modelo porque, como nos fala a professora Vera, propõe decisão coletiva-democrática, economia solidária com organização que privilegia o trabalho associativo, a cooperação e a autogestão e o respeito a natureza. 
Foto: Branca Sólio
A professora Vera trouxe além dos conceitos citados acima da Economia Solidária, vários exemplos de cooperativas e associações que surgiram a partir de situações de vulnerabilidades, marginalização, desemprego surgidos pela visão apenas do capital.

O pensamento cooperativista tem inicio no capitalismo industrial, e esteve presente nas lutas de resistência à revolução industrial nos séculos XIX e XX. Os primeiros pensadores do cooperativismo foram: Robert Owen (1771-1859), Carlos Fourier (1772-1837), Saint-Simon (1760-1825), Louis-Blane (1811-1822), Pierre Joseph Proudhon (1809-1865).

Assim, a economia solidária resgata o cooperativismo operário presente nas lutas de resistência da revolução industrial nos séculos XIX e XX.

Dessa forma, a economia solidária é o conjunto de atividades econômicas organizadas (produção, comercialização, finanças e consumo), e realizadas solidariamente por trabalhadores e trabalhadoras, com trabalho associado, com cooperação e autogestão.

Na visão do economista Paul Singer o ‘novo cooperativismo’ é a volta aos princípios onde se dá valor à democracia e a igualdade dentro de empreendimentos, a insistência na autogestão e o repúdio ao assalariamento. A Economia Solidária busca o equilíbrio entre o econômico e o social.

Ainda, os valores da economia solidária são os da autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável.

Foto: Branca Sólio
A Sra. Nelsa Nespolo, Diretora de Economia Solidária no DIFESOL (Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária), da SESAMPE (Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa), do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, apresentou as políticas públicas para a economia solidária existentes no Rio Grande do Sul. Entre os projetos, citou a Cadeia Solidária Binacional do PET, que pretende consolidar uma cadeia produtiva no setor de reciclagem da garrafa PET, contribuindo para a geração de uma maior renda aos trabalhadores envolvidos no processo de transformação do PET em flake, depois em fibra e, por último, em tecido. (http://www.sesampe.rs.gov.br/?model=conteudo&menu=283). Também citou as cadeias produtivas do peixe e das frutas nativas. 
 
Foto: Branca Sólio                                                                                                                                                              Foto: Branca Sólio










Ainda, para ilustrar estas iniciativas estiveram conosco relatando suas experiências:
> a Presidente da Associação de Recicladores Interbairros, Eva, explicou sobre a organização da associação, que iniciou em 1997, e atualmente cria alternativa de trabalho e renda para aproximadamente 10 pessoas associadas;

> o ex-Presidente da representante da
Associação de Recicladores Serrano, Luis; explicou sobre a organização da associação, que iniciou em 1998, e cria alternativa de trabalho e renda para aproximadamente 30 pessoas associadas;
Foto: M. Fernanda M. Seibel
 





   
Fotos: Branca Sólio  

> Presidente da Cooptel - Cooperativa Gaúcha de Hotéis e Turismo Ltda., João Andreis (primeira cooperativa de hotel no Brasil), e explicou sobre a organização da cooperativa de trabalhadores e trabalhadoras que assumiram a administração do antigo hotel 'Alfredinho' – http://coophotel.blogspot.com.br/;

> o cooperado da
Ecocitrus – Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí, João, que explicou o histórico da Cooperativa, a produção ecológica e biodinâmica, e a organização da cooperativa - http://www.ecocitrus.com.br/;

> a
Associação de Microcrédito Popular e Solidário - ACREDISOL / RS que surgiu de uma iniciativa de alunos desta escola em 2007, e foi fundada em 08/12/2007 por alunos e ex-alunos da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, inspirados na prática transformadora de Muhammad Yunnus (Prêmio Nobel da Paz 2006) na Índia - http://acredisol.blogspot.com.br/. Ficha de Associado-a da ACREDISOL:
https://drive.google.com/folderview?id=0ByrA1-J2C5RXQzluZlRwVmNmZ28&usp=sharing

Ademais, a professora Vera, relatou a existência das entidades de apoio a economia solidária, como Cáritas, Igrejas e Pastorais, organizações não governamentais e incubadoras de economia solidária ligadas a universidades.

A economia solidária também se organiza e articula no Fórum Brasileiro de Economia Solidária, existindo instâncias municipal, regional, estadual e nacional; nas cadeias produtivas; nas redes.

Esclarecendo que o FBES, Fórum Brasileiro de Economia Solidária
http://www.fbes.org.br/, está organizado em todo o país em mais de 160 Fóruns Municipais, Microrregionais e Estaduais, envolvendo diretamente mais de 3.000 empreendimentos de economia solidária, 500 entidades de assessoria, 12 governos estaduais e 200 municípios pela Rede de Gestores em Economia Solidária. E, que o FBES é fruto do processo histórico que culminou no I Fórum Social Mundial (I FSM), que contou com a participação de 16 mil pessoas vindas de 117 países, nos dias 25 a 30 de janeiro de 2001. Dentre as diversas oficinas, que promoviam debates e reflexões, 1.500 participantes acotovelam-se na oficina denominada “Economia Popular Solidária e Autogestão” onde se tratava da auto-organização dos/as trabalhadores/as, políticas públicas e das perspectivas econômicas e sociais de trabalho e renda.
 

A assessora também abordou as tecnologias sociais, que viabiliza economicamente os empreendimentos, de forma orientada para o mercado interno, promove a participação coletiva, e é geradora de trabalho e renda. 
 
Foto: M. Fernanda M. Seibel
Assistimos o documentário Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá (http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM), do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, que discute os problemas da globalização e do globalitarismo. E, também o vídeo Cadeias Produtivas na Economia Solidária (https://www.youtube.com/watch?v=Y_YMBUyk3_k).

Ainda, tivemos a participação do Prof. Laurício Neumann, com seu acompanhamento e apoio constantes durante o todo curso.

A próxima etapa da ocorrerá nos dias 20 e 21 de setembro e o tema será: “Democracia participativa: políticas públicas e sociais, espaços de participação e controle social. A função dos conselhos paritários”, com a assessoria da professora Dra. Marilene Maia – Unisinos.

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Saites:

O FBES, Fórum Brasileiro de Economia Solidária




DIFESOL (Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária), da SESAMPE (Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa), do Governo do Estado do Rio Grande do Sulhttp://www.sesampe.rs.gov.br/?model=conteudo&menu=108


Livro:
O Prof. Laurício Neumann sugeriu o filme A FORÇA DO POVO que registra a prática de uma administração municipal com a participação da comunidade na busca de soluções criativas e apropriadas à realidade local. Os protagonistas de Lages são os contadores de causos, músicos, trovadores e artesãos das "mostras do campo", jovens e adultos que participam dos encontros culturais, o pessoal das associações de moradores, dos núcleos agrícolas, das hortas comunitárias, agentes que fazem funcionar o programa de medicina comunitária, pessoas que constroem suas casas em mutirão e recolhem doações de materiais, crianças e professores que vivem uma nova pedagogia, pequenos comerciantes que se organizam numa associação, o grupo de teatro de bonecos Gralha Azul e um fazendeiro que critica esta opção administrativa comunitária. O livro A FORÇA DO POVO pode ser acessado em: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAcENhZFdOelktQ0U/edit?usp=sharing.


Documentários:


Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cáVídeo: http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM
Documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização e do globalitarismo.
Milton Santos foi um dos intelectuais mais importantes do país e também foi o maior geógrafo brasileiro. Escreveu mais de 40 livros. Publicou seu trabalho na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão, em Portugal e na Espanha. Deu aula nas principais universidades do mundo. Recebeu prêmios e foi o único pensador, fora do mundo anglo-saxão, a ganhar o Vautrim Lud, uma espécie de Nobel da Geografia.
Durante toda a sua vida acadêmica, Milton Santos buscou agregar a Geografia às contribuições de outras disciplinas: Economia, Sociologia, História, Filosofia. Nos últimos anos de vida, seu trabalho mostrava uma clara preocupação com a Globalização. Crítico dos processos econômicos que excluíam as nações mais pobres, Milton Santos acreditava num mundo mais humano, mais solidário e justo.



O Banqueiro dos Humildes


(Le Banquier des humbles, Índia/França, 2000). - De Amirul Arham.  

https://www.youtube.com/watch?v=Md12zaRCCnA


Documentário. Duração 52’. Vida Social. - Em Bangladesh, Muhammed Yunus, economista de renome, aceitou o desafio de só conceder empréstimos aos pobres, sem preconceitos econômicos ou políticos. Criou, assim, o primeiro banco de micro-crédito, o Grameen Bank. O princípio é simples: permitir que os mais desfavorecidos e em particular as mulheres possam ter acesso ao capital para financiar suas atividades. Esta formidável revolução silenciosa afeta milhões de indivíduos, reinventando duravelmente a relação entre o banqueiro e os seus clientes. Sondagem sobre um homem notável, este documentário oferece uma mensagem de esperança: e se a miséria deixasse de ser uma fatalidade?




O veneno está na mesa
Documentário do diretor Silvio Tendler, apresentando que o Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública. O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.



Outros vídeos:

A revolução dos côcos




Tecnologias sociais para finanças solidárias




Justa Trama






Revolução do Consumo




Cadeias Produtivas na Economia Solidária
 https://www.youtube.com/watch?v=Y_YMBUyk3_k



Coopeserrana - Caixa Melhores Práticas em Gestão Local 2005/06  
https://www.youtube.com/watch?v=bWk1cTcYWg0

Ecocitrus – Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí

Indústria de Sucos e Óleos Essenciais Orgânicos da Ecocitrus 

 https://www.youtube.com/watch?v=dkkdr4s4sl4

Entenda melhor como a Ecocitrus produz o biogás - GNVerde
 

https://www.youtube.com/watch?v=ZWX7D-Y9YD0

Ecocitrus no PROBIOGÁS - Parceria entre Brasil e Agência Alemã de Cooperação Internacional -- GIZ
https://www.youtube.com/watch?v=X6a13BSiQhQ



Fórum de Recicladores do Vale do Sinos


FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária

O FBES está organizado em todo o país em mais de 160 Fóruns Municipais, Microrregionais e Estaduais, envolvendo diretamente mais de 3.000 empreendimentos de economia solidária, 500 entidades de assessoria, 12 governos estaduais e 200 municípios pela Rede de Gestores em Economia Solidária.

O FBES é fruto do processo histórico que culminou no I Fórum Social Mundial (I FSM), que contou com a participação de 16 mil pessoas vindas de 117 países, nos dias 25 a 30 de janeiro de 2001. Dentre as diversas oficinas, que promoviam debates e reflexões, 1.500 participantes acotovelam-se na oficina denominada "Economia Popular Solidária e Autogestão" onde se tratava da auto-organização dos/as trabalhadores/as, políticas públicas e das perspectivas econômicas e sociais de trabalho e renda. 


Saites

O FBES, Fórum Brasileiro de Economia Solidária

DIFESOL (Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária), da SESAMPE (Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa), do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
http://www.sesampe.rs.gov.br/?model=conteudo&menu=108

Vídeos

A revolução dos côcos


Tecnologias sociais para finanças solidárias


Justa Trama


Revolução do Consumo


Cadeias Produtivas na Economia Solidária
https://www.youtube.com/watch?v=Y_YMBUyk3_k

Coopeserrana - Caixa Melhores Práticas em Gestão Local 2005/06
https://www.youtube.com/watch?v=bWk1cTcYWg0

Ecocitrus – Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí

Indústria de Sucos e Óleos Essenciais Orgânicos da Ecocitrus
https://www.youtube.com/watch?v=dkkdr4s4sl4

Entenda melhor como a Ecocitrus produz o biogás - GNVerde
https://www.youtube.com/watch?v=ZWX7D-Y9YD0

Ecocitrus no PROBIOGÁS - Parceria entre Brasil e Agência Alemã de Cooperação Internacional -- GIZ
https://www.youtube.com/watch?v=X6a13BSiQhQ


Fórum de Recicladores do Vale do Sinos

Documentários

Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM
O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização e do globalitarismo.
Milton Santos foi um dos intelectuais mais importantes do país e também foi o maior geógrafo brasileiro. Escreveu mais de 40 livros. Publicou seu trabalho na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão, em Portugal e na Espanha. Deu aula nas principais universidades do mundo. Recebeu prêmios e foi o único pensador, fora do mundo anglo-saxão, a ganhar o Vautrim Lud, uma espécie de Nobel da Geografia.
Durante toda a sua vida acadêmica, Milton Santos buscou agregar a Geografia às contribuições de outras disciplinas: Economia, Sociologia, História, Filosofia. Nos últimos anos de vida, seu trabalho mostrava uma clara preocupação com a Globalização. Crítico dos processos econômicos que excluíam as nações mais pobres, Milton Santos acreditava num mundo mais humano, mais solidário e justo.


O Banqueiro dos Humildes

(Le Banquier des humbles, Índia/França, 2000). - De Amirul Arham. https://www.youtube.com/watch?v=Md12zaRCCnA

Documentário em Cores. Duração 52'. Vida Social. - Em Bangladesh, Muhammed Yunus, economista de renome, aceitou o desafio de só conceder empréstimos aos pobres, sem preconceitos econômicos ou políticos. Criou, assim, o primeiro banco de micro-crédito, o Grameen Bank. O princípio é simples: permitir que os mais desfavorecidos e em particular as mulheres possam ter acesso ao capital para financiar suas atividades. Esta formidável revolução silenciosa afeta milhões de indivíduos, reinventando duravelmente a relação entre o banqueiro e os seus clientes. Sondagem sobre um homem notável, este documentário oferece uma mensagem de esperança: e se a miséria deixasse de ser uma fatalidade?


O veneno está na mesa

Documentário do diretor Silvio Tendler, apresentando que o Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública. O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

http://tal.tv/video/o-veneno-esta-na-mesa

Livro

O Prof. Laurício Neuman sugeriu o filme A FORÇA DO POVO que registra a prática de uma administração municipal com a participação da comunidade na busca de soluções criativas e apropriadas à realidade local. Os protagonistas de Lages são os contadores de causos, músicos, trovadores e artesãos das "mostras do campo", jovens e adultos que participam dos encontros culturais, o pessoal das associações de moradores, dos núcleos agrícolas, das hortas comunitárias, agentes que fazem funcionar o programa de medicina comunitária, pessoas que constroem suas casas em mutirão e recolhem doações de materiais, crianças e professores que vivem uma nova pedagogia, pequenos comerciantes que se organizam numa associação, o grupo de teatro de bonecos Gralha Azul e um fazendeiro que critica esta opção administrativa comunitária.

O livro A FORÇA DO POVO pode ser acessado em: https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAcENhZFdOelktQ0U/edit?usp=sharing.


Carta de princípios da Economia Solidária



1.Origem e cenário atual

A Economia Solidária ressurge hoje como resgate da luta histórica dos(as) trabalhadores(as), como defesa contra a exploração do trabalho humano e como alternativa ao modo capitalista de organizar as relações sociais dos seres humanos entre si e destes com a natureza.

Nos primórdios do capitalismo, as relações de trabalho assalariado - principal forma de organização do trabalho nesse sistema - levaram a um tal grau de exploração do trabalho humano que os(as) trabalhadores(as) organizaram-se em sindicatos e em empreendimentos cooperativados. Os sindicatos como forma de defesa e conquista de direitos dos/as assalariados/as e os empreendimentos cooperativados, de auto-gestão, como forma de trabalho alternativa à exploração assalariada.

As lutas, nesses dois campos, sempre foram complementares; entretanto a ampliação do trabalho assalariado no mundo levou a que essa forma de relação capitalista se tornasse hegemônica, transformando tudo, inclusive o trabalho humano, em mercadoria.

As demais formas (comunitárias, artesanais, individuais, familiares, cooperativadas, etc.) passaram a ser tratadas como "resquícios atrasados" que tenderiam a ser absorvidas e transformadas cada vez mais em relações capitalistas.

A atual crise do trabalho assalariado, desnuda de vez a promessa do capitalismo de transformar a tudo e a todos/as em mercadorias a serem ofertadas e consumidas num mercado equalizado pela "competitividade". Milhões de trabalhadores/as são excluídos dos seus empregos, amplia-se cada vez o trabalho precário, sem garantias de direitos. Assim, as formas de trabalho chamadas de "atrasadas" que deveriam ser reduzidas, se ampliam ao absover todo esse contingente de excluídos.

Hoje, no Brasil, mais de 50% dos trabalhadores/as, estão sobrevivendo de trabalho à margem do setor capitalista hegemônico, o das relações assalariadas e "protegidas". Aquilo que era para ser absorvido pelo capitalismo, passa a ser tão grande que representa um desafio cuja superação só pode ser enfrentada por um movimento que conjugue todas essas formas e que desenvolva um projeto alternativo de economia solidária.

Neste cenário, sob diversos títulos - economia solidária, economia social, socioeconomia solidária, humanoeconomia, economia popular e solidária, economia de proximidade, economia de comunhão etc, têm emergido práticas de relações econômicas e sociais que, de imediato, propiciam a sobrevivência e a melhora da qualidade de vida de milhões de pessoas em diferentes partes do mundo.

Mas seu horizonte vai mais além. São práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza em geral e de capital em particular.

As experiências, que se alimentam de fontes tão diversas como as práticas de reciprocidade dos povos indígenas de diversos continentes e os princípios do cooperativismo gerado em Rochdale, Inglaterra, em meados do século XIX, aperfeiçoados e recriados nos diferentes contextos socioculturais, ganharam múltiplas formas e maneiras de expressar-se.

2. Convergências - O que é a Economia Solidária

Princípios gerais

Apesar dessa diversidade de origem e de dinâmica cultural, são pontos de convergência:

  1. a valorização social do trabalho humano,
  2. a satisfação plena das necessidades de todos como eixo da criatividade tecnológica e da atividade econômica,
  3. o reconhecimento do lugar fundamental da mulher e do feminino numa economia fundada na solidariedade,
  4. a busca de uma relação de intercâmbio respeitoso com a natureza, e
  5. os valores da cooperação e da solidariedade.

A Economia Solidária constitui o fundamento de uma globalização humanizadora, de um desenvolvimento sustentável, socialmente justo e voltado para a satisfação racional das necessidades de cada um e de todos os cidadãos da Terra seguindo um caminho intergeracional de desenvolvimento sustentável na qualidade de sua vida.

  1. O valor central da economia solidária é o trabalho, o saber e a criatividade humanos e não o capital-dinheiro e sua propriedade sob quaisquer de suas formas.
  2. A Economia Solidária representa práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza em geral e de capital em particular.
  3. A Economia Solidária busca a unidade entre produção e reprodução, evitando a contradição fundamental do sistema capitalista, que desenvolve a produtividade mas exclui crescentes setores de trabalhadores do acesso aos seus benefícios.
  4. A Economia Solidária busca outra qualidade de vida e de consumo, e isto requer a solidariedade entre os cidadãos do centro e os da periferia do sistema mundial.
  5. Para a Economia Solidária, a eficiência não pode limitar-se aos benefícios materiais de um empreendimento, mas se define também como eficiência social, em função da qualidade de vida e da felicidade de seus membros e, ao mesmo tempo, de todo o ecossistema.
  6. A Economia Solidária é um poderoso instrumento de combate à exclusão social, pois apresenta alternativa viável para a geração de trabalho e renda e para a satisfação direta das necessidades de todos, provando que é possível organizar a produção e a reprodução da sociedade de modo a eliminar as desigualdades materiais e difundir os valores da solidariedade humana.

Princípios específicos

Por um sistema de finanças solidárias

  1. Para a Economia Solidária o valor central é o direito das comunidades e nações à soberania de suas próprias finanças. São alguns dos elementos fomentadores de uma política autogestionária de financiamento do investimento do nível local ao nacional:
  2. A nível local, micro, territorial: os bancos cooperativos, os bancos éticos, as cooperativas de crédito, as instituições de microcrédito solidário e os empreendimentos mutuários, todos com o objetivo de financiar seus membros e não concentrar lucros através dos altos juros, são componentes importantes do sistema socioeconômico solidário, favorecendo o acesso popular ao crédito baseados nas suas próprias poupanças.
  3. A nível nacional, macro, estrutural: a descentralização responsável das moedas circulantes nacionais e o estímulo ao comércio justo e solidário utilizando moedas comunitárias; o conseqüente empoderamento financeiro das comunidades; o controle e a regulação dos fluxos financeiros para que cumpram seu papel de meio e não de finalidade da atividade econômica; a imposição de limites às taxas de juros e aos lucros extraordinários de base monopólica, o controle público da taxa de câmbio e a emissão responsável de moeda nacional para evitar toda atividade especulativa e defender a soberania do povo sobre seu próprio mercado.

Pelo desenvolvimento de Cadeias Produtivas Solidárias

A Economia Solidária permite articular solidariamente os diversos elos de cada cadeia produtiva, em redes de agentes que se apóiam e se complementam:

  1. Articulando o consumo solidário com a produção, a comercialização e as finanças, de modo orgânico e dinâmico e do nível local até o global, a economia solidária amplia as oportunidades de trabalho e intercâmbio para cada agente sem afastar a atividade econômica do seu fim primeiro, que é responder às necessidades produtivas e reprodutivas da sociedade e dos próprios agentes econômicos.
  2. Consciente de fazer parte de um sistema orgânico e abrangente, cada agente econômico busca contribuir para o progresso próprio e do conjunto, valorizando as vantagens cooperativas e a eficiência sistêmica que resultam em melhor qualidade de vida e trabalho para cada um e para todos.
  3. A partilha da decisão com representantes da comunidade sobre a eficiência social e os usos dos excedentes, permite que se faça investimentos nas condições gerais de vida de todos e na criação de outras empresas solidárias, outorgando um caráter dinâmico à reprodução social.
  4. A Economia Solidária propõe a atividade econômica e social enraizada no seu contexto mais imediato, e tem a territorialidade e o desenvolvimento local como marcos de referência, mantendo vínculos de fortalecimento com redes da cadeia produtiva (produçáo, comercialização e consumo) espalhadas por diversos países, com base em princípios éticos, solidários e sustentáveis.
  5. A economia solidária promove o desenvolvimento de redes de comércio a preços justos, procurando que os benefícios do desenvolvimento produtivo sejam repartidos mais eqüitativamente entre grupos e países.
  6. A economia solidária, nas suas diversas formas, é um projeto de desenvolvimento destinado a promover as pessoas e coletividades sociais a sujeito dos meios, recursos e ferramentas de produzir e distribuir as riquezas, visando a suficiência em resposta às necessidades de todos e o desenvolvimento genuinamente sustentável.

Pela construção de uma Política da Economia Solidária num Estado Democrático

  1. A Economia Solidária é também um projeto de desenvolvimento integral que visa a sustentabilidade, a justiça econômica, social, cultural e ambiental e a democracia participativa.
  2. A Economia Solidária estimula a formação de alianças estratégicas entre organizações populares para o exercício pleno e ativo dos direitos e responsabilidades da cidadania, exercendo sua soberania por meio da democracia e da gestão participativa.
  3. A Economia Solidária exige o respeito à autonomia dos empreendimentos e organizações dos trabalhadores, sem a tutela de Estados centralizadores e longe das práticas cooperativas burocratizadas, que suprimem a participação direta dos cidadãos trabalhadores.
  4. A economia solidária, em primeiro lugar, exige a responsabilidade dos Estados nacionais pela defesa dos direitos universais dos trabalhadores, que as políticas neoliberais pretendem eliminar.
  5. Preconiza um Estado democraticamente forte, empoderado a partir da própria sociedade e colocado ao serviço dela, transparente e fidedigno, capaz de orquestrar a diversidade que a constitui e de zelar pela justiça social e pela realização dos direitos e das responsabilidades cidadãs de cada um e de todos.
  6. O valor central é a soberania nacional num contexto de interação respeitosa com a soberania de outras nações. O Estado democraticamente forte é capaz de promover, mediante do diálogo com a Sociedade, políticas públicas que fortalecem a democracia participativa, a democratização dos fundos públicos e dos benefícios do desenvolvimento.
  7. Assim, a Economia Solidária pode constituir-se em setor econômico da sociedade, distinto da economia capitalista e da economia estatal, fortalecendo o Estado democrático com a irrupção de novo ator social autônomo e capaz de avançar novas regras de direitos e de regulação da sociedade em seu benefício.

3. A Economia Solidária não é:

  1. A economia solidária não está orientada para mitigar os problemas sociais gerados pela globalização neoliberal.
  2. A Economia solidária rejeita as velhas práticas da competição e da maximização da lucratividade individual.
  3. A economia solidária rejeita a proposta de mercantilização das pessoas e da natureza às custas da espoliação do meio ambiente terrestre, contaminando e esgotando os recursos naturais no Norte em troca de zonas de reserva no Sul.
  4. A economia solidária confronta-se contra a crença de que o mercado é capaz de auto-regular-se para o bem de todos, e que a competição é o melhor modo de relação entre os atores sociais.
  5. A economia solidária confronta-se contra a lógica do mercado capitalista que induz à crença de que as necessidades humanas só podem ser satisfeitas sob a forma de mercadorias e que elas são oportunidades de lucro privado e de acumulação de capital.
  6. A economia solidária é uma alternativa ao mundo de desemprego crescente, em que a grande maioria dos trabalhadores não controla nem participa da gestão dos meios e recursos para produzir riquezas e que um número sempre maior de trabalhadores e famílias perde o acesso à remuneração e fica excluído do mercado capitalista.
  7. A economia solidária nega a competição nos marcos do mercado capitalista que lança trabalhador contra trabalhador, empresa contra empresa, país contra país, numa guerra sem tréguas em que todos são inimigos de todos e ganha quem for mais forte, mais rico e, freqüentemente, mais trapaceiro e corruptor ou corrupto.
  8. A economia solidária busca reverter a lógica da espiral capitalista em que o número dos que ganham acesso à riqueza material é cada vez mais reduzido, enquanto aumenta rapidamente o número dos que só conseguem compartilhar a miséria e a desesperança.
  9. A economia solidária contesta tanto o conceito de riqueza como os indicadores de sua avaliação que se reduzem ao valor produtivo e mercantil, sem levar em conta outros valores como o ambiental, social e cultural de uma atividade econômica.
  10. A Economia solidária não se confunde com o chamado Terceiro Setor que substitui o Estado nas suas obrigações sociais e inibe a emancipação dos trabalhadores enquanto sujeitos protagonistas de direitos. A Economia Solidária afirma, a emergência de novo ator social de trabalhadores como sujeito histórico.


junho de 2003, III Plenária Nacional da Economia Solidária



Disponível em:

http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=63&Itemid=60

https://drive.google.com/file/d/0B_2nfmpfqzwAR0dfNURpWWZOdWM/edit?usp=sharing