Texto:
Edília Santa Catarina Menin, José Antônio Somensi e Fernanda
Seibel
Fotos: Fernanda Seibel
Fotos: Fernanda Seibel
Hoje o modelo capitalista governa em todos os espaços da Terra, modelo que sabemos ser excludente, individualista, competitivo e marcado pela propriedade privada, e a Economia Solidária contrasta com este modelo porque, como nos fala a professora Vera, propõe decisão coletiva-democrática, economia solidária com organização que privilegia o trabalho associativo, a cooperação e a autogestão e o respeito a natureza.
A
professora Vera trouxe além dos conceitos citados acima da Economia
Solidária, vários exemplos de cooperativas
e associações que
surgiram a partir de situações de vulnerabilidades, marginalização,
desemprego surgidos pela visão apenas do capital.
Assim,
a economia solidária resgata o cooperativismo operário presente nas
lutas de resistência da revolução industrial nos séculos XIX e
XX.
Dessa
forma, a economia solidária é o conjunto de atividades econômicas
organizadas (produção, comercialização, finanças e consumo), e
realizadas solidariamente por trabalhadores e trabalhadoras, com
trabalho associado, com cooperação e autogestão.
Na
visão do economista Paul
Singer o
‘novo
cooperativismo’
é a volta aos princípios onde se dá valor à democracia
e a igualdade
dentro de empreendimentos, a insistência na autogestão
e
o repúdio ao assalariamento. A Economia
Solidária
busca o equilíbrio entre o econômico e o social.
Ainda,
os valores da economia solidária são os da autogestão, democracia,
cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da
dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um
projeto de desenvolvimento sustentável.
Para
ilustrar estas iniciativas estiveram conosco relatando suas
experiências:
>
o representante da AECIA
– Cooperativa Aecia de Agricultores Ecologistas
- http://www.aecia.com.br/,
Gilmar Bellé, que explicou o histórico da Cooperativa, com o inicio
do agricultura ecológica na região de Antonio Prado, com estudos da
engenheira Maria Guazzeli, e com apoio do Pe. Schio e do Pe. Remi.
Ainda, destacou o compromisso da associação de trabalhar em prol
de uma vida mais saudável, uma sociedade mais justa e pela
preservação ambiental;
Também
tivemos a apresentação da Associação
de Microcrédito Popular e Solidário - ACREDISOL / RS –
http://acredisol.blogspot.com.br/,
que surgiu da iniciativa dos participantes da Escola em 2007,
inspirados na prática transformadora de Muhammad Yunnus (Prêmio
Nobel da Paz 2006) na Índia, tendo sido fundada em 08/12/2007.
Ainda,
a professora Vera, relatou a existência das entidades
de apoio a
economia solidária, como Cáritas, Igrejas e Pastorais, organizações
não governamentais e incubadoras de economia solidária ligadas a
universidades.
A
economia solidária também se
organiza e articula
no Fórum Brasileiro de Economia Solidária, ecistindo instâncias
municipal, regional, estadual e nacional; nas cadeias produtivas; nas
redes.
A
assessora também abordou as
tecnologias sociais,
que viabiliza economicamente os empreendimentos, de forma orientada
para o mercado interno, promove a participação coletiva, e é
geradora de trabalho e renda.
Foram
apresentados alguns documentários:
>
Recicladores
Vale dos Sinos
– do Coletivo
Catarse para o Fórum de Recicladores do Vale do Sinos >
https://www.youtube.com/watch?v=4EzWMkwVCO0
>
O
veneno está na mesa,
do diretor Silvio Tendler, apresentando que o Brasil é o país do
mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante.
Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos
estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à
saúde pública. O perigo é tanto para os trabalhadores, que
manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os
produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que
fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população
como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um
modelo agrário perverso, baseado no agronegócio. >
http://tal.tv/video/o-veneno-esta-na-mesa
>
A Revolução dos
cocos
> http://www.youtube.com/watch?v=BxSLzB3V6gs
Nessa
sexta etapa tivemos também a presença de Domingos Armani,
representante da Cáritas Regional e da Cáritas França, que veio
conversar e avaliar o processo da Escola de Formação Fé, Política
e Trabalho.
A
próxima etapa
da Escola acontece nos dias 14
e 15 de setembro
e o tema será: “Democracia
participativa: políticas públicas e sociais, espaços
de participação e
controle social. A função dos conselhos paritários. Experiências
práticas dos
conselhos municipais, cooperativas, entidades e de ações sociais”,
com a assessoria da professora Dra.
Marilene Maia –
Unisinos.

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